09/06/2026
18:29
Quando chega a Copa do Mundo, uma dúvida sempre volta para a mesa dos empresários: nos dias de jogos do Brasil, a empresa é obrigada a liberar os colaboradores?
A resposta direta é: não. Jogo do Brasil não é feriado automaticamente.
Mas, na prática, todo mundo sabe que jogo da Seleção mexe com a rotina do país. Clientes mudam horários, colaboradores querem acompanhar a partida, o clima da empresa muda e a produtividade pode cair. Por isso, mais importante do que tentar ignorar a situação é planejar com antecedência.
E é aqui que um Departamento Pessoal bem organizado faz toda a diferença.
Não. Para uma data ser considerada feriado, ela precisa estar prevista em lei federal, estadual ou municipal. A Lei nº 9.093/1995 estabelece que os feriados civis são aqueles declarados em lei federal, a data magna do Estado fixada em lei estadual e algumas datas específicas municipais previstas em lei.
Além disso, o calendário oficial de 2026 divulgado pelo Governo Federal lista os feriados nacionais e pontos facultativos do ano, e os jogos da Copa do Mundo não aparecem como feriado nacional.
Ou seja: a empresa privada não é obrigada, apenas por ser jogo do Brasil, a paralisar suas atividades.
Não.
O feriado é uma data reconhecida por lei, na qual, em regra, há suspensão das atividades, salvo exceções previstas na legislação ou em normas específicas da atividade.
Já o ponto facultativo é uma decisão administrativa, muito comum no serviço público. O próprio calendário federal de 2026 informa que os pontos facultativos ali previstos devem ser observados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
Na empresa privada, portanto, ponto facultativo não significa liberação automática. A decisão depende da empresa, da convenção coletiva, de acordos internos e da forma como a jornada será tratada.
Na primeira fase, os jogos do Brasil estão previstos para horários fora do expediente comercial mais comum:
Brasil x Marrocos — 13 de junho, sábado, às 19h
Brasil x Haiti — 19 de junho, sexta-feira, às 21h30
Brasil x Escócia — 24 de junho, quarta-feira, às 19h
Todos os horários são de Brasília.
Isso reduz o impacto para muitas empresas, especialmente aquelas que funcionam em horário administrativo. Mas atenção: negócios com atendimento noturno, comércio, bares, restaurantes, plantões, turnos ou expediente estendido ainda precisam se organizar.
Além disso, se o Brasil avançar para as próximas fases, há possibilidade de jogos em horários comerciais. Dependendo da classificação, a tabela pode incluir partidas em dias úteis às 14h, 16h ou 17h, por exemplo.
A melhor resposta não é simplesmente “libera” ou “não libera”. A melhor resposta é: planeje, comunique e registre.
A empresa pode avaliar alternativas como:
Manter o expediente normal, especialmente se o jogo estiver fora do horário de trabalho ou se a operação não puder parar.
Liberar total ou parcialmente os colaboradores, por liberalidade da empresa, sem desconto na remuneração.
Criar uma escala de trabalho, principalmente em áreas que não podem interromper o atendimento.
Combinar compensação de horas, desde que respeitadas as regras trabalhistas.
Utilizar banco de horas, quando houver previsão e controle adequado. A CLT permite acréscimo de horas extras, respeitado o limite legal, mediante acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo.
O ponto principal é que qualquer escolha precisa ser clara, documentada e aplicada com critério.
O problema para a empresa não é assistir ao jogo do Brasil.
O problema é liberar alguns colaboradores e outros não sem critério. É descontar horas sem comunicação prévia. É permitir compensação informal. É não controlar jornada. É combinar verbalmente e depois não ter registro. É tratar situações iguais de formas diferentes.
Esses pequenos improvisos podem gerar ruídos internos, conflitos e até crescimento do passivo trabalhista.
Por isso, em situações como essa, um bom DP não atua apenas “fechando folha”. Ele ajuda a empresa a criar regras, registrar acordos, orientar gestores, organizar banco de horas, interpretar convenções coletivas e reduzir riscos.
Esse documento ajuda a deixar claro:
Empresas que têm um regimento interno bem estruturado conseguem lidar melhor com datas atípicas, como jogos da Seleção, eventos especiais, emendas, feriados locais, compensações e alterações temporárias de jornada.
Quando tudo isso está definido antes, a empresa evita decisões de última hora e passa mais segurança para a equipe.
A Copa faz parte da cultura brasileira. Em muitos negócios, tentar agir como se nada estivesse acontecendo pode ser pouco realista.
Mas transformar esse momento em organização, alinhamento e boa comunicação é uma escolha de gestão.
Com uma assessoria contábil próxima e um Departamento Pessoal eficiente, sua empresa consegue equilibrar clima organizacional, produtividade e segurança trabalhista.
Afinal, a Copa passa. Mas uma decisão mal conduzida pode deixar reflexos por muito mais tempo.
A Union Empresarial ajuda pequenos e médios empresários a organizarem suas rotinas de Departamento Pessoal com clareza, segurança e estratégia.
Se sua empresa precisa estruturar regras internas, banco de horas, controle de jornada e processos trabalhistas mais seguros, fale com a nossa equipe.
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