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Falta uma semana para acabar o prazo do Imposto de Renda: veja os riscos de deixar para a última hora

Falta uma semana para acabar o prazo do Imposto de Renda: veja os riscos de deixar para a última hora

O prazo para entregar a Declaração do Imposto de Renda 2026 está chegando ao fim.

Segundo a Receita Federal, o envio da declaração deste ano, referente ao ano-base 2025, deve ser feito até 29 de maio de 2026. Depois dessa data, quem estiver obrigado a declarar e não enviar a declaração dentro do prazo poderá pagar multa e ficar com pendências junto ao Fisco.

Mesmo assim, muitos contribuintes ainda deixam para resolver tudo nos últimos dias. O problema é que, quando o assunto é Imposto de Renda, a pressa pode custar caro. Documentos faltando, informações preenchidas de forma incorreta, omissão de rendimentos e dúvidas sobre despesas dedutíveis estão entre os erros mais comuns de quem tenta declarar em cima da hora.

Neste artigo, você vai entender quais são os riscos de deixar a declaração para o último momento, o que acontece se você não entregar ou entregar com atraso e quais cuidados tomar para evitar multas, pendências e dor de cabeça.

Por que não vale a pena deixar o Imposto de Renda para a última hora?

A declaração do Imposto de Renda exige atenção. Ainda que a tecnologia tenha facilitado o processo, especialmente com a declaração pré-preenchida, o contribuinte continua sendo responsável por conferir as informações antes do envio.

A própria Receita Federal orienta que os dados da declaração pré-preenchida devem ser verificados e confirmados, já que são informações vindas de terceiros, como empresas, bancos, planos de saúde e instituições financeiras. Para acessar a pré-preenchida, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro.

Quando a pessoa deixa para os últimos dias, alguns riscos aumentam:

  • falta de tempo para reunir informes de rendimentos;
  • dificuldade para conferir despesas médicas, educacionais e dependentes;
  • maior chance de digitar valores errados;
  • esquecimento de rendimentos de investimentos, aluguel, pensão, trabalho autônomo ou atividade rural;
  • envio da declaração incompleta;
  • necessidade de retificação depois do prazo;
  • atraso no recebimento da restituição, quando houver direito.

Além disso, quem precisa de ajuda profissional pode ter mais dificuldade para conseguir atendimento nos últimos dias, já que a demanda costuma aumentar perto do encerramento do prazo.

O que acontece se entregar a declaração do Imposto de Renda com atraso?

Quem está obrigado a declarar e envia a declaração após o prazo fica sujeito à Multa por Atraso na Entrega de Declaração, também chamada de MAED.

De acordo com a Receita Federal, a multa é de 1% ao mês sobre o imposto de renda devido, ainda que esse imposto já tenha sido pago. O valor mínimo é de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do valor do imposto devido. A contagem começa no primeiro dia seguinte ao fim do prazo legal e termina na data de envio da declaração ou, caso ela não seja entregue, na data do lançamento de ofício pela Receita.

Ou seja: mesmo que o contribuinte tenha imposto a restituir ou não tenha imposto a pagar, se ele era obrigado a declarar e perdeu o prazo, pode receber a multa mínima.

Após o envio em atraso, a notificação da multa e o DARF para pagamento são emitidos junto com o recibo de entrega. O contribuinte tem 20 dias úteis para pagar. Depois desse prazo, começam a incidir juros de mora com base na taxa Selic. Quando há restituição e a multa não é paga dentro do vencimento, o valor pode ser descontado da restituição, com os acréscimos legais.

E se a pessoa simplesmente não entregar a declaração?

Não entregar a declaração é ainda pior do que entregar com atraso. Se o contribuinte é obrigado a declarar e não envia o documento, a Receita Federal pode identificar a omissão e registrar o CPF como “pendente de regularização”.

É importante esclarecer um ponto: a Receita Federal já informou que a falta de entrega da declaração não gera automaticamente bloqueio de CPF, prisão ou impedimento de casamento. Essas informações são falsas. O que pode acontecer é a anotação de “pendente de regularização”, indicando que a Receita identificou a obrigatoriedade de entrega, mas ainda não recebeu a declaração.

Mesmo assim, esse status não deve ser ignorado. Para regularizar o CPF quando a situação está como “pendente de regularização”, o contribuinte deve apresentar a declaração a que estava obrigado, ainda que com atraso. A regularização ocorre após o processamento da declaração.

Na prática, deixar de entregar pode gerar uma bola de neve: multa, juros, pendência fiscal e necessidade de resolver tudo depois, muitas vezes com mais urgência.

Entregar correndo aumenta o risco de cair na malha fina?

Sim. Declarar com pressa aumenta a chance de inconsistências. A malha fiscal acontece quando a Receita Federal cruza as informações declaradas pelo contribuinte com dados enviados por outras fontes, como empresas, bancos, planos de saúde e outras instituições. Se houver divergência, a declaração pode ficar retida para análise.

Entre os erros que podem chamar atenção estão:

  • omitir rendimentos recebidos;
  • informar despesas médicas sem comprovação;
  • declarar dependentes de forma incorreta;
  • esquecer rendimentos de bancos e investimentos;
  • não declarar aluguel recebido;
  • errar dados de previdência, pensão ou aposentadoria;
  • esquecer operações em renda variável ou criptoativos;
  • lançar valores diferentes dos informes oficiais.

Cair na malha fina não significa, necessariamente, que houve má-fé. Muitas vezes, o problema é apenas erro de preenchimento. Porém, isso pode atrasar a restituição, gerar notificações e exigir comprovação documental.

Como evitar multa, atraso e problemas com o Imposto de Renda?

A melhor forma de evitar transtornos é agir agora. Com poucos dias para o fim do prazo, cada hora conta. Veja algumas dicas práticas:

1. Separe todos os documentos antes de começar

Reúna informes de rendimentos, extratos bancários, informes de corretoras, comprovantes de despesas médicas, recibos de educação, documentos de compra e venda de bens, informações de dependentes, recibos de aluguel e comprovantes de previdência.

Quanto mais organizada estiver a documentação, menor será o risco de esquecer informações importantes.

2. Confira os informes com atenção

Não basta ter os documentos em mãos. É preciso comparar os valores informados por empresas, bancos, clínicas, escolas e operadoras de saúde. Pequenas diferenças podem gerar inconsistências no cruzamento de dados da Receita.

3. Use a declaração pré-preenchida, mas revise tudo

A pré-preenchida ajuda bastante, mas não substitui a revisão. As informações vêm de terceiros e podem estar incompletas ou exigir ajustes. O contribuinte continua responsável pelo que será enviado.

4. Não omita rendimentos

Salários, pró-labore, aposentadoria, pensão, aluguéis, rendimentos de investimentos, trabalho autônomo e ganhos no exterior devem ser avaliados com cuidado. Omissão de renda é uma das principais causas de problemas com a Receita.

5. Tenha cuidado com dependentes

Ao incluir um dependente, também é necessário informar os rendimentos, bens e despesas dele, quando existirem. Incluir dependente apenas para aumentar dedução, sem observar as regras, pode gerar inconsistência.

6. Guarde os comprovantes

Despesas dedutíveis precisam ter documentação. Guarde recibos, notas fiscais, informes e comprovantes por segurança. Caso a Receita solicite esclarecimentos, esses documentos serão fundamentais.

7. Não espere o último dia

Mesmo que ainda faltem alguns dias, o ideal é não deixar para enviar no prazo final. Assim, se faltar algum documento ou surgir uma dúvida, ainda há tempo para corrigir antes do encerramento.

8. Conte com apoio especializado

Para quem tem empresa, pró-labore, distribuição de lucros, investimentos, imóveis, aluguel, atividade rural, renda variável ou dependentes, o apoio de um contador pode evitar erros e garantir mais segurança no envio.

Conclusão: deixar para depois pode sair caro

O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 está na reta final. Quem deixar para a última hora corre mais risco de errar, esquecer informações, cair na malha fina ou perder o prazo.

E quem entrega com atraso pode pagar multa mínima de R$ 165,74, com possibilidade de cobrança maior conforme o imposto devido. Já quem não entrega, mesmo estando obrigado, pode ficar com o CPF pendente de regularização e terá que enviar a declaração depois, com as penalidades aplicáveis.

Não espere o problema aparecer para agir. Organize seus documentos, revise as informações e envie sua declaração com segurança.

Precisa de ajuda para declarar seu Imposto de Renda sem erros e dentro do prazo? Fale com a Union Empresarial e conte com uma equipe especializada para cuidar disso com tranquilidade.